As bolas de ouro

O UOL Esporte fez um projeto muito bacana. Convidou escritores para fazer crônicas, jornalismo ou ficção. A cada um coube uma Copa. A mim coube as de 2002 e 2014.

Para 2002, escrevi uma ficção sobre o jogo em que o Brasil derrotou a Inglaterra com um gol de Ronaldinho Gaúcho. Um casal, uma madrugada de jogo, gauchismo clássico, sexo e racismo.

Para 2014, escrevi uma crônica a partir de um episódio que vivenciei quando cobri a copa pela Folha de S. Paulo. Os 7X1 se desenhavam há muito tempo. Poucas coisas foram tão reveladoras nos meus 30 anos de jornalismo quanto cobrir a seleção brasileira na Granja Comary pelas beiradas.
Para quem quiser, aqui está:

COPA 2002

2002: Dentes

https://www.uol/copadomundo/especiais/copa-brasileira-de-letras-2002-eliane-brum.htm

copa 2014

2014: Antes dos 7X1

https://www.uol/copadomundo/especiais/copa-brasileira-de-letras-2014-eliane-brum.htm

 

E aqui, caso alguém se interesse, minha cobertura em 2014:
http://elianebrum.com/desacontecimentos/os-outros-lados-da-copa-do-mundo/

 

As crianças dos “outros” podem ser exploradas

A infância como a conhecemos hoje é uma invenção histórica recente. As crianças tornaram-se depositários do futuro, o centro de um investimento financeiro e emocional da família e também os realizadores do que seus pais não puderam ser. Um peso demasiado grande para uns ombros tão pequenos. Mas se a idealização dessa fase da vida é um tema amplamente discutido, é importante perceber que nem todas as infâncias devem ser protegidas.
A realidade do mundo atual, cada vez mais povoado de racismos e xenofobias, é que só se deve proteger as nossas crianças. As dos outros podem explodir, serem arrancadas dos pais, morrerem de fome.

Los niños de los ‘otros’ pueden explotar

Manifestación en Texas contra la separación de familias en la frontera con México. JOSÉ MIGUEL PASCUAL EFE (Reprodução EL PAÍS)

Manifestación en Texas contra la separación de familias en la frontera con México. JOSÉ MIGUEL PASCUAL EFE (Reprodução EL PAÍS)

Desde octubre se ha arrancado a 700 niños de sus familias en la frontera entre Estados Unidos y México

 

Leia na minha coluna no El País (somente em espanhol)

Página 1 de 212