La frontera como síntoma

Construção do muro na fronteira do México e Estados Unidos (Mani Albrecht/Fotos Públicas)

Construção do muro na fronteira do México e Estados Unidos (Mani Albrecht/Fotos Públicas)

La frontera es el síntoma furioso de este momento en que los límites del espacio y del tiempo se han desdibujado. El espacio vencido por la instantaneidad de Internet, el tiempo como el presente continuo de la conexión permanente. La frontera en todas partes, multiplicándose, como el virus de una enfermedad letal.

La “línea roja” para Siria es el ejemplo de una frontera que se vende como virtuosa, pero que sirve para reforzar las fronteras que a EE UU y las potencias europeas les interesan marcar para disputar recursos e influencias. Por lo menos, cabe hacer la pregunta al revés: si no es con armas químicas, ¿a cuántos civiles puede matar el dictador sirio, Bachar el Asad, apoyado por la Rusia de Vladímir Putin, sin herir los sentimientos de los líderes americano y europeos?

Minha coluna no El País  (só em espanhol)

Lula, o inconciliável

O ex-presidente Lula, durante entrevista em São Paulo. TONI PIRES (Reprodução E

O ex-presidente Lula, durante entrevista em São Paulo. TONI PIRES (Reprodução EL PAÍS Brasil)

Qual é a relação entre o ódio de uma parcela dos brasileiros contra o maior líder popular da história recente e a fratura do projeto de conciliação que ele representou nos anos que ocupou o poder?

Leia, AQUI, na minha coluna no EL PAÍS Brasil

As duas colunas publicadas no El País nesta semana são conectadas. Busco refletir sobre a dimensão histórica deste momento de Lula e dos Brasis, para além dos afetos, e a partir do meu olhar e da minha experiência como repórter. Espero que seja interessante para a reflexão de cada um.

Leia também: Lula, o humano 

El bebé de Rosemary

Em 2011, o escritor uruguaio Eduardo Galeano disse aos jovens que tomaram as ruas da Espanha: “Este mundo de merda está grávido de outro”. Quem testemunhou Donald Trump se tornar o sucessor de Obama, o Reino Unido protagonizar o Brexit, a série de atentados na França promovidas por terroristas nascidos em suas periferias, a truculência de Putin para muito além da Rússia, a escalada de violência de Israel contra os palestinos, a conversão da Venezuela numa ditadura, uma quadrilha no poder no Brasil, pode suspeitar que aquele que crescia no ventre era o bebê de Rosemary.

Leia na minha coluna no jornal El País (somente em espanhol)

Como enfrentar o sangue dos dias

F

A imagem de Marielle Franco na escadaria da Rua Cristiano Viana, no bairro de Pinheiros, em São Paulo (Foto: João Luiz Guimarães)

Dois ribeirinhos, Chico Caititu e Ageu Lobo, da comunidade Montanha e Mangabal, no Tapajós, estão ameaçados de morte porque colocaram o seu corpo entre a floresta e o crime organizado, fazendo o que o Estado deveria fazer e não faz. Precisam de proteção para não morrer.
Em todos os lugares onde eu vou, as pessoas estão com muito medo.
As ameaças se alastram pelo país. E têm se concretizado, destruindo os corpos.
Nesta coluna, penso sobre o que me parece urgente: a conexão das periferias. Marielle Franco, a vereadora negra da Maré, tem muito mais em comum com Chico Caititu, a liderança ribeirinha do Tapajós, do que com aqueles que os destroem – ou querem destruir – à bala.

Ageu Lobo (Foto: Lilo Clareto)

Ageu Lobo (Foto: Lilo Clareto)

Chico Caititu (Foto: Lilo Clareto)

Chico Caititu (Foto: Lilo Clareto)

 Leia na minha coluna no El País 

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