Viagem à Antártida

O que significa partir da maior floresta tropical do planeta rumo à Antártida? É o que eu conto para vocês a partir deste sábado.

 

18/01/2020 – Do centro do mundo ao fim do mundo

Leia no El País

Baleia-jubarte em águas da Antárdita próximo à Ilha do Elefante, em 15 de janeiro. A bordo do navio, Arctic Sunrise, do Greenpeace. ABBIE TRAYLER-SMITH (Reprodução do El País)

Baleia-jubarte em águas da Antártida próximo à Ilha do Elefante, em 15 de janeiro. A bordo do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace. ABBIE TRAYLER-SMITH (Reprodução do El País)

 

19/01/2020 – É luz demais

Leia no El País

O navio Arctic Sunrise, na Antártida. ABBIE TRAYLER-SMITH/GREENPEACE / ABBIE TRAYLER-SMITH (Reprodução do El País)

O navio Arctic Sunrise, na Antártida. ABBIE TRAYLER-SMITH/GREENPEACE  (Reprodução do El País)

 

20/01/2020 – Temos o direito de estar aqui?

Leia no El País

Pinguins-gentoo na Ilha Bombay, que pertence à Baía de Trinity, na Antártida. Local é um dos visitados na expedição do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace. ABBIE TRAYLER-SMITH / GREENPEACE (Reprodução do El País)

Pinguins-gentoo na Ilha Bombay, que pertence à Baía de Trinity, na Antártida. Local é um dos visitados na expedição do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace. ABBIE TRAYLER-SMITH / GREENPEACE (Reprodução do El País)

 

21/01/2020 – Quase dentro da boca da baleia

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Baleia jubarte abre a boca na Antártida. TOM FOREMAN/ GREENPEACE (Reprodução do El País)

Baleia jubarte abre a boca na Antártida. TOM FOREMAN/ GREENPEACE (Reprodução do El País)

 

Os cúmplices

Em 2020, cada um saberá quem é diante de uma realidade que exige coragem para enfrentar e coragem para perder

Fazendeiro caminha em meio a área devastada por incêndio na região de Porto Velho, Rondônia. (Foto: CARL DE SOUZA (AFP/Reprodução do El País)

Fazendeiro caminha em meio a área devastada por incêndio na região de Porto Velho, Rondônia. (Foto: CARL DE SOUZA (AFP/Reprodução do El País)

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Protejam Erasmo: ele pode ser assassinado a qualquer momento

A grilagem e a pistolagem não fazem recesso nem têm férias coletivas nem folga prolongada no final do ano. A carnificina já começou na Amazônia – ou se intensificou. Os grileiros estão cada vez mais no comando, agora com o aval governamental. Erasmo é um dos marcados para morrer.

Conto aqui por que a violência na Amazônia aumentou em 2019 e por que a sociedade precisa se organizar para barrar as mortes. Sei que o momento é de festas para muitos, mas abram um espaço nas compras de Natal pra ler e conhecer o que está acontecendo agora na floresta. Sendo religioso ou não, essa época deveria justamente renovar a solidariedade. Este é meu conto real de Natal.

O agricultor Erasmo Alves Teófilo, liderança na Volta Grande do Xingu, na Amazônia, está marcado para morrer por lutar contra o poder de destruição da grilagem (Foto: Jonathan Watts)

O agricultor Erasmo Alves Teófilo, liderança na Volta Grande do Xingu, na Amazônia, está marcado para morrer por lutar contra o poder de destruição da grilagem (Foto: Jonathan Watts)

 

Leia no El País

Amigos,

venho aqui compartilhar um texto que não é meu, mas do Jonathan Watts, editor global de meio ambiente do The Guardian.

Ele compara a luta pela Amazônia, que na visão dele, da minha e de muita gente, é a grande luta deste momento histórico, com a Guerra Civil Espanhola, nos anos 30, que mobilizou pessoas de todo o mundo, inclusive intelectuais, a deslocar seu corpo, como disse George Orwell, que levou um tiro no pescoço, pela simples razão de “ser uma pessoa decente”. Jon Watts mostra que, “ser decente”, hoje, é lutar pela Amazônia. E não basta ficar falando disso nas redes sociais.

Digo isso e compartilho este texto porque a situação que vivemos hoje, na Amazônia, é terrível. E a escalada de violência só tende a se acelerar e a piorar. Não são brancos que estão morrendo, como de hábito, Pelo menos não ainda. São os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e também agricultores familiares. Sei muito bem que a situação do país toda é terrível, Paraisópolis que o diga. Mas, aqui, na Amazônia, é onde estão os interesses de Bolsonaro e seus amigos. Como escrevi em coluna recente, onde lembrava que o AI-5 já estava aqui, antes os governos eram omissos diante da violência, hoje o governo se tornou um agente da violência.

Digo isso porque vocês, todos vocês, precisam fazer alguma coisa. As pessoas então me perguntam: fazer o quê? Não sei.

Estou buscando as minhas respostas junto com outras pessoas e acredito que cada um precise achar as suas, se juntando com os outros. Há anos tenho escrito que fazer só o que a gente sabe já não basta, tem que fazer também o que a gente não sabe. É o que eu tenho tentado fazer nos últimos anos. Nunca imaginei estar fazendo as coisas que hoje faço. Não quero aqui me colocar como exemplo de nada nem sugerir alguma superioridade moral. Só estou mesmo demonstrando meu desespero com a passividade de quem tem voz, tem privilégios, tem educação e pode fazer alguma coisa, mas não faz. Era para os Brasis se insurgirem. Mas nada. Ou quase nada.

É isso. Este é um e-mail de desespero pelo que estou testemunhando. É também um pedido de ajuda.

Aqui vai o texto do Jonathan Watts, já traduzido para o português. Incluo também o original em inglês, caso alguém prefira.

A Amazônia é uma questão de vida ou morte. Precisamos lutar por ela.

A Amazônia é uma questão de vida ou morte para todos nós. Precisamos lutar por ela

e aqui, em inglês:
https://www.theguardian.com/commentisfree/2019/dec/12/amazon-matter-of-life-and-death-for-all-of-us-we-must-fight-for-it

Belo Monte, a obra que une os polos políticos

Qual é a polarização que queremos?

O que proponho aqui não é o fim da polarização. Mas uma outra polarização que me parece urgente em tempos de escalada do autoritarismo bolsonarista: a dos direitos humanos contra a violação dos direitos humanos, a dos direitos da natureza contra a violação dos direitos da natureza, a do conhecimento contra a ignorância, a da democracia contra a quebra do Estado de Direito, a da centralidade da Amazônia viva para todos contra a predação da Amazônia para poucos.

A da verdade contra todas as mentiras.

A barragem, chamada de Belo Monstro pelas famílias expulsas de suas casas, terras e ilhas, hoje se impõe na paisagem cortando o Xingu. (Foto: Divulgação)

A barragem, chamada de Belo Monstro pelas famílias expulsas de suas casas, terras e ilhas, hoje se impõe na paisagem cortando o Xingu. (Foto: Divulgação)

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