Rebelião e êxodo

Sempre me impressiona que a caravana de migrantes que há semanas atravessa a América Latina em direção aos EUA não esteja todos os dias na capa dos jornais. Não há nada mais chocante do que adultos e crianças tão desesperados que estejam dispostos a enfrentar as tropas que Trump mandou para a fronteira. Claramente o presidente americano inventou uma ameaça para usar nas recentes eleições. Mas o êxodo centro-americano é real e costuma ser atribuído à violência e à pobreza, porque são as causas mais fáceis de nomear. Na origem de muitas das histórias está a redução das colheitas de alimentos de pequenos agricultores e indígenas em Honduras, El Salvador e  Guatemala, porque “o clima já não é mais o mesmo”. E, então, as outras causas – pobreza, fome, violência – se tornam mais agudas. O que essa massa de aflitos dispostos a tudo para sobreviver pode revelar é o primeiro grande êxodo latino-americano movido pelas alterações climáticas. Possivelmente, o primeiro de muitos.

 

Manifestantes del movimiento Extinction Rebellion ocuparon cinco puentes de Londres el pasado sábado.( KRISTIAN BUUS IN PICTURES VIA GETTY IMAGES/Reprodução El País)

Manifestantes del movimiento Extinction Rebellion ocuparon cinco puentes de Londres el pasado sábado.( KRISTIAN BUUS IN PICTURES VIA GETTY IMAGES/Reprodução El País)

Rebelión y éxodo

Con una parte del planeta gobernada por populistas de extrema derecha, la humanidad enfrenta su mayor desafío

Leia no El País (em espanhol)

Bolsonaro quer entregar a Amazônia

São muitos os fogos de artifício lançados por Bolsonaro, mas a prioridade do governo de extrema direita será botar a mão nas áreas protegidas da Amazônia e transformar o que é público em terra privada comercializável, o que é coletivo em bens e lucros individuais.

Imagem de área desmatada na Amazônia, em setembro de 2017. CARL DE SOUZA/AFP (Reprodução do El País)

Imagem de área desmatada na Amazônia, em setembro de 2017. CARL DE SOUZA/AFP (Reprodução do El País)

Leia na minha coluna no El País

Brasil, a vingança dos ressentidos

A eleição de Jair Bolsonaro, o populista de extrema direita que será o próximo presidente do Brasil, liberou alguma coisa no país. Um ressentimento contido há muito, por muitos. Todos os tipos de repressão emergiram dos esgotos do inconsciente e hoje desfilam euforicamente pelas ruas, escolas, universidades, órgãos públicos, refeições familiares.

Votantes de Jair Bolsonaro celebran su victoria en las elecciones de Brasil el pasado 28 de octubre. BUDA MENDES/GETTY IMAGES (Reprodução do El País)

Votantes de Jair Bolsonaro celebran su victoria en las elecciones de Brasil el pasado 28 de octubre. BUDA MENDES/GETTY IMAGES (Reprodução do El País)

Leia no El País (em espanhol e em português)

Aos indecisos, aos que se anulam, aos que preferem não

Quando o que está em jogo é a própria democracia, votar em branco, anular o voto ou não votar está fora do campo das possibilidades. Votar em branco, anular o voto ou deixar de votar não é posição neste momento, mas omissão. E omissão é um tipo de ação. Neste momento, o pior tipo de ação possível.

(Minha carta àqueles que ainda são capazes de escutar para além do ódio que interdita as palavras)

Fernando Haddad, candidato à Presidência. Foto: ANDRE PENNER/AP (Reprodução do El País)

Fernando Haddad, candidato à Presidência. Foto: ANDRE PENNER/AP (Reprodução do El País)

O maior delírio vivido hoje no Brasil é o da “normalidade”

Leia no El País

Brasil após o primeiro turno da eleição presidencial

No dia 18 de outubro, estive em Berlim, junto com Itamar Silva, para falar sobre este momento do Brasil em diferentes espaços. Falamos sobre os desafios e impasses e também sobre as hipóteses de cada um sobre como chegamos até aqui. Quem se interessar, esta é a íntegra do evento de 18 de outubro, promovido pela Fundação Heinrich Böll. Em português.

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