O dia seguinte

Se Bolsonaro ameaça o Supremo em plena Paulista e o impeachment não sair da gaveta, ele ganhou o 7 de Setembro e a democracia acabou no Brasil.

Apoiadores do presidente Bolsonaro participam de atos com pauta antidemocrática em São Paulo, no dia 7 de Setembro de 2021. DPA VÍA EUROPA PRESS / EUROPA PRESS (Reprodução do El País)

Apoiadores do presidente Bolsonaro participam de atos com pauta antidemocrática em São Paulo, no dia 7 de Setembro de 2021. DPA VÍA EUROPA PRESS / EUROPA PRESS (Reprodução do El País)

Leia no El País (a coluna está aberta, basta ter ou fazer cadastro)

7 de setembro

O que fazer quando um presidente se comporta como terrorista e impõe terror de Estado sobre seus opositores na data cívica mais simbólica do país?

Bolsonaro conversa com o ministro da Defesa, general Braga Netto em evento no Rio de Janeiro EFE/ André Coelho (Reprodução do El País)

Bolsonaro conversa com o ministro da Defesa, general Braga Netto em evento no Rio de Janeiro EFE/ André Coelho (Reprodução do El País)

Leia no El País

Los indígenas luchan (casi) solos por ti

Muchas de las decisiones importantes para el futuro de la especie humana se toman en países con presidentes autoritarios, parlamentos corruptos y una élite económica predadora como Brasil.

(minha coluna no El País, só em espanhol)

Manifestantes indígenas gritan "Fuera Bolsonaro", en referencia al presidente Jair Bolsonaro, frente al Palacio de Planalto en Brasilia, Brasil, el pasado 27 de agosto. ERALDO PERES / AP (Reprodução do El País)

Manifestantes indígenas gritan “Fuera Bolsonaro”, en referencia al presidente Jair Bolsonaro, frente al Palacio de Planalto en Brasilia, Brasil, el pasado 27 de agosto. ERALDO PERES / AP (Reprodução do El País)

Rebeca aterrissa nas tripas de Borba Gato

Não acredito em superação. Acredito em políticas públicas. Sempre que se louva o indivíduo como produto de si mesmo, se enaltece o capitalismo que produz uma desigualdade tão abissal que nega à maioria das meninas negras a chance até mesmo de se alimentar de forma saudável. A narrativa da superação comete ainda uma violência adicional contra os já tão violentados, a de que poderiam ter sido Rebeca se tivessem se esforçado mais, a de que mães sozinhas, às voltas com o sustento e os filhos, aviltadas de tantas formas, teriam “produzido” Rebecas se tivessem se dedicado mais. Também por Rebeca e por tudo o que ela representa, porque representa, essa narrativa feita seguidamente em nome do bem precisa ser colocada abaixo como as estátuas dos assassinos. Não devemos usar Rebeca contra todas as Rebecas. Nem mesmo quando precisamos muito de boas notícias e de redenção.

(leia a coluna inteira no EL PAÍS Brasil)

A ginasta Rebeca Andrade depois de receber a medalha de ouro em Tóquio. LINDSEY WASSON / REUTERS (Reprodução do El País)

A ginasta Rebeca Andrade depois de receber a medalha de ouro em Tóquio. LINDSEY WASSON / REUTERS (Reprodução do El País)

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