Parem de nos matar!

Se os colocassem em linha reta, os corpos comporiam um rastro de quase 700 metros de carne humana furada pelas balas. Oito em cada dez são negros. A maioria, homens e jovens. Esta é a imagem dos mortos produzidos pela polícia do Rio de Janeiro só durante o primeiro trimestre do ano: 434 pessoas executadas, quase cinco por dia, o maior número nos 21 anos de registro do Instituto de Segurança Pública.

Habitantes de las favelas de Río muestran fotos de víctimas de violencia mientras participan en una protesta cerca de la playa de Ipanema en Río de Janeiro, Brasil, el pasado 26 de mayo. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters/Reprodução do El País)

Habitantes de las favelas de Río muestran fotos de víctimas de violencia mientras participan en una protesta cerca de la playa de Ipanema en Río de Janeiro, Brasil, el pasado 26 de mayo. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters/Reprodução do El País)

“Parad de matarnos”

Los habitantes de las favelas de Río piden ayuda contra la policía que extermina a los jóvenes negros

Leia no El País (em espanhol)

O golpe de Bolsonaro é pela família, contra a nação

Entre os tantos momentos graves vividos pelo Brasil desde que Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente e passou a governar como antipresidente, este em que ele e sua família pregam abertamente um autogolpe é possivelmente o pior. E, a depender de como for enfrentado pela sociedade, outros piores virão. Se aqueles que ocupam as instituições brasileiras ainda têm respeito pelos seus deveres constitucionais, é hora de resgatar o que resta de democracia e usar a Constituição para responsabilizar o ato golpista antes que seja tarde. Não há democracia possível se aquele que foi eleito para governar estimula pessoalmente o autogolpe, incitando seguidores que falam abertamente em fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Não há democracia possível se aquele que foi colocado no Planalto pelo voto está disseminando panfletos pelo seu próprio WhatsApp, em que a população é convocada para ocupar Brasília e as cidades do país no próximo domingo, 26 de maio. Se as instituições brasileiras, todas elas, assim como a sociedade, apenas assistirem passivamente ao antipresidente rasgar abertamente a Constituição, acordaremos na próxima segunda-feira em outro país. E, posso garantir: não será um lugar bom.

O presidente Jair Bolsonaro ao lado dos filhos Carlos, Eduardo e Flávio em foto divulgada no Facebook de Carlos Bolsonaro REPRODUÇÃO/FACEBOOK

O presidente Jair Bolsonaro ao lado dos filhos Carlos, Eduardo e Flávio em foto divulgada no Facebook de Carlos Bolsonaro REPRODUÇÃO/FACEBOOK

O antipresidente ataca o país para defender os interesses do seu próprio clã

Leia na minha coluna no El País

 

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