El Brasil de Bolsonaro se convierte en una amenaza mundial

Al propagar la covid-19 y destruir la Amazonia, el presidente brasileño apunta al planeta con un arma biológica

El presidente brasileño, Jair Bolsonaro. ERALDO PERES / AP (Reprodução do El País)

El presidente brasileño, Jair Bolsonaro. ERALDO PERES / AP (Reprodução do El País)

Brasil ya cuenta sus muertos de 100.000 en 100.000. Cuando llegó a los 100.000, la población sabía que llegaría a los 200.000. Cuando llegó a los 200.000, estaba segura de que llegaría a los 300.000. Con una media diaria de casi 1.900 muertes, este número de víctimas se alcanzará antes de que termine marzo. Y entonces los brasileños esperarán a que lleguen los 400.000. Es como si hubiera un marcador cuyos números no paran de aumentar ante los ojos de un pueblo paralizado: la mayoría por impotencia, una minoría por fanatismo. Jair Bolsonaro controla ese marcador. Rechazó vacunas cuando se las ofrecieron y sigue condenando el uso de mascarilla y ordenando a la población que salga a la calle a trabajar. Uno de sus hijos, diputado federal, dijo recientemente que la gente “se metiera la mascarilla por el culo”.

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Bolsonaro transforma a Brasil en el paria del mundo

Con el país acercándose a las 2.000 muertes diarias por la covid-19, el presidente brasileño amenaza el control mundial de la pandemia al seguir favoreciendo la propagación del virus.

Manifestantes que representan a pacientes sin oxígeno participan en una protesta contra el presidente brasileño, Jair Bolsonaro, y su gestión de la pandemia, en Brasilia (Brasil), el pasado 31 de enero. SERGIO LIMA / AFP (Reprodução do El País)

Manifestantes que representan a pacientes sin oxígeno participan en una protesta contra el presidente brasileño, Jair Bolsonaro, y su gestión de la pandemia, en Brasilia (Brasil), el pasado 31 de enero. SERGIO LIMA / AFP (Reprodução do El País)

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A covid-19 está sob o controle de Bolsonaro

Ao deslocar a responsabilidade para o indivíduo, Bolsonaro está perversamente nos tornando cúmplices de seu projeto de morte. Como se fosse possível numa pandemia que as decisões sanitárias dependam da escolha individual.
E então, vamos seguir nos deixando matar?
O que mais falta acontecer, ver e provar para compreender que estamos submetidos a um projeto de extermínio? Primeiro vimos pessoas morrerem em agonia por falta de oxigênio nos hospitais. Depois assistimos às cenas de pessoas intubadas que, por escassez de sedativos, tiveram que ser amarradas em macas para não arrancarem tudo por dor e desespero. O que mais falta? Qual é o próximo horror? De qual imagem necessitamos para entender o que Bolsonaro está fazendo?
1.910 mortos somente nesta quarta-feira: a covid-19 está sob o controle de Bolsonaro.
A primeira pergunta da manhã deve ser: o que faremos hoje para impedir Bolsonaro de seguir nos matando? E a última pergunta deve ser: o que fizemos hoje para impedir Bolsonaro de seguir nos matando?

Manifestantes protestam, em Brasília, contra Jair Bolsonaro e a forma em que o presidente tem lidado com pandemia. UESLEI MARCELINO / REUTERS (Reprodução do El País)

Manifestantes protestam, em Brasília, contra Jair Bolsonaro e a forma em que o presidente tem lidado com pandemia. UESLEI MARCELINO / REUTERS (Reprodução do El País)

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Governo Bolsonaro decreta a morte de um pedaço da Amazônia

O governo Bolsonaro decretou a morte de um pedaço da Amazônia para favorecer a Norte Energia, empresa controlada pela Eletrobras. É muito, muito sério o que está acontecendo agora. E, é importante perceber: nem de economia esse Governo entende. Com os olhos do mundo voltados para o Brasil por conta da Amazônia, a direção do Ibama traiu seu próprio corpo técnico e, com uma canetada, deu o controle da água à Belo Monte, condenado a Volta Grande do Xingu, uma das regiões mais biodiversas da Amazônia, e seus povos. Ou a sociedade se mobiliza para impedir um ecocídio ou daremos um passo largo rumo ao ponto de não retorno.

Usina de Belo Monte, na época de sua inauguração, em novembro de 2019.MARCOS CORRÊA/PR (Reprodução do El País)

Usina de Belo Monte, na época de sua inauguração, em novembro de 2019. MARCOS CORRÊA/PR (Reprodução do El País)

Leia no El País (em português e em espanhol)

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