Quem mandou matar Marielle? E por quê?

14 de março de 2019: UM ANO DA MORTE DE MARIELLE

Esse artigo no El País Brasil é o que eu quero dizer no dia histórico de hoje, é o meu testemunho e também o meu alerta. Como jornalista, mas também como cidadã brasileira. Como habitante de um país em que o presidente governa pela administração pública do ódio.

Um ano depois do assassinato de Marielle, o Brasil é ainda pior. E é pior também porque NÃO sabemos quem mandou matar Marielle. E por que mandou matar Marielle.

MARIELLE PRESENTE!

Mural em São Paulo em homenagem a Marielle Franco (Foto: F.Bizerra/EFE/Reprodução do El País)

Mural em São Paulo em homenagem a Marielle Franco (F.Bizerra/EFE/Reprodução do El País)

Bolsonaro, que governa o Brasil pela administração do ódio, deveria ser o maior interessado em desvendar o crime

Leia na minha coluna no El País 

Brasil, (des)gobernado por Twitter

Bolsonaro já mostrou que fará qualquer coisa para manter sua popularidade ativa e, assim, permanecer no poder. Poderia ser uma contradição. Afinal, se a situação do Brasil não melhorar, não há popularidade que se sustente. Bolsonaro, porém, faz parte de um fenômeno mais amplo: as escolhas são determinadas pela fé, não pela razão. É o mesmo mecanismo que faz com que as pessoas acreditem, em 2019, que a Terra é plana, que o mundo está ameaçado pelo “comunismo” e que, como garante o chanceler de Bolsonaro, o aquecimento global é um complô de esquerda.

As eleições e o cotidiano têm sido determinados por uma interpretação religiosa da realidade. A adesão pela fé é um fenômeno mais amplo e não necessariamente ligado a um credo, já que há muitos ateus que se comportam como crentes. Na época em que a verdade passou a ser uma escolha pessoal, porém, como fazer a democracia valer?

Foto: Andressa Anholete/Getty Images (Reprodução do El País Madri)

Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images /Reprodução do El País Madri)

Al tomar decisiones basándose en los gritos en las redes sociales, Jair Bolsonaro corrompe la democracia

Leia na minha coluna no El País de Madri (em espanhol)

Leia na minha coluna no El País (em português)