FLIP 2021 – mesa 12: Políticas vegetais, com Kim Stanley Robinson e Eliane Brum

ÁUDIO ORIGINAL: youtu.be/Ajl3lyzUy_8
ENGLISH INTERPRETATION: youtu.be/KuCDD5DQ_kQ

Kim Stanley Robinson foi convidado pela organização da COP26 para acompanhar, com passe totalmente livre, as negociações que tentaram estabelecer um novo acordo internacional para evitar a catástrofe climática. Pode parecer tarefa estranha para um consagrado escritor de ficção científica, mas sua última obra literária, The ministry for the future (o “livro da década” segundo o músico/pensador Brian Eno), já é referência incontornável para muitas pessoas que decidem política ambiental no mundo todo. Na Flip, Kim Stanley Robinson conversa com Eliane Brum, que acaba de publicar Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo, seu relato sobre a batalha contra a catástrofe climática em curso na Amazônia. Como as políticas vegetais do presente podem nos guiar para a invenção de outros futuros possíveis?

Assista AQUI (em português)

O que Audálio Dantas fez com Carolina Maria de Jesus?

Uma opinião sobre o mais recente capítulo da história de uma das mais icônicas escritoras do Brasil e do jornalista que ela descobriu para que a ajudasse a ser publicada num dos países mais racistas do mundo.

Carolina Maria de Jesus, Audálio Dantas e Ruth de Souza na Favela do Canindé. São Paulo, 1961. COLEÇÃO RUTH DE SOUZA/ARQUIVO IMS (Reprodução do El País)

Carolina Maria de Jesus, Audálio Dantas e Ruth de Souza na Favela do Canindé. São Paulo, 1961.
COLEÇÃO RUTH DE SOUZA/ARQUIVO IMS (Reprodução do El País)

Leia no El País Brasil

7 de setembro

O que fazer quando um presidente se comporta como terrorista e impõe terror de Estado sobre seus opositores na data cívica mais simbólica do país?

Bolsonaro conversa com o ministro da Defesa, general Braga Netto em evento no Rio de Janeiro EFE/ André Coelho (Reprodução do El País)

Bolsonaro conversa com o ministro da Defesa, general Braga Netto em evento no Rio de Janeiro EFE/ André Coelho (Reprodução do El País)

Leia no El País

Maria, preciso te contar sobre Bolsonaro, o fazedor de órfãos

Maria, você tem apenas 2 anos. Um, dois. E apenas esses dois anos separam seu nascimento da morte do seu pai. Lilo Clareto morreu em 21 de abril. A causa oficial da certidão de óbito é: “sepse grave, pneumonia associada à ventilação e covid (tardia)”. Mas essa é apenas a verdade parcial sobre a morte do seu pai. Eu olho para você, Maria, e me preparo para a conversa que um dia teremos, aquela em que precisarei contar a você a verdade inteira.

Maria, seu pai foi vítima de extermínio. Seu pai é um dos mais de 410.000 brasileiros que tombaram por um crime contra a humanidade entre os anos de 2020 e 2021. Enquanto eu escrevo essa carta para você, os assassinatos seguem acontecendo a uma média de quase 2.400 cadáveres por dia. Eu olho para você, Maria, e você ainda diz, os olhos escancarados de expectativa, quando alguém faz barulho na porta da frente: “pa!”. E, então, decepcionada: “pa?”.

(continue lendo a carta no site do EL PAÍS Brasil)

LILO CLARETO / ACERVO PESSOAL

LILO CLARETO / ACERVO PESSOAL

 Leia em português e em espanhol

Página 1 de 212