Ei, Bolsonaro, até o pênis está diminuindo!

O que faria Jair Bolsonaro ouvir o que não quer ou pelo menos prestar atenção no que dizem aqueles que não pertencem ao seu clã? Como a urgência dos acontecimentos exige medidas extremas, alguém pode fazer a gentileza de informar ao antipresidente sobre uma pesquisa que causou barulho no Twitter no final de semana, ao ser divulgada pelo Canal History. Realizada por cientistas da universidade de Pádua, na Itália, ela mostra que jovens expostos ao composto industrial tóxico PFOS (sulfonato de perfluorooctano) têm comprovadamente o pênis menor e mais fino do que a média, além de problemas de fertilidade. Outro efeito colateral seria o aumento de hormônios femininos em homens. Desde 2009, o uso deste veneno é restrito entre os 182 países que fazem parte da Convenção de Estocolmo. Ainda assim, o Brasil é um dos grandes produtores mundiais de sulfluramida, um agrotóxico usado para combater formigas que, quando se degrada no ambiente, resulta na formação de PFOS. Até quando? Tudo indica que até muito. E cada vez mais.

A ministra Tereza Cristina. (Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil/ Reprodução do El País

A ministra Tereza Cristina. (Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil/ Reprodução do El País)

Ao liberar agrotóxicos numa velocidade inédita, o governo envenena o Brasil

Leia na minha coluna no El País 

Europa, pare de importar o desmatamento!

Os cientistas apelam à União Europeia para que tome medidas econômicas e pressione o governo brasileiro a deixar de destruir a Amazônia.

Madera procedente de la selva amazónica brasileña. (Foto: Wilson Dias/Reprodução do El País)

Madera procedente de la selva amazónica brasileña. (Foto: Wilson Dias/Reprodução do El País)

¡Europa, para de importar deforestación!

 

Los científicos instan a la Unión Europea a tomar medidas económicas que presionen al Gobierno brasileño para que deje de destruir la Amazonia

Leia no El País (em espanhol)

O “mártir” governa

Enquanto o novelão se desenrola, capturando e desviando a atenção do país, o “mártir” governa. E como governa. O projeto autoritário que Bolsonaro representa avança a cada dia sobre o Brasil com velocidade assombrosa.

Bolsonaro e o Comandante do Exército, Edson Pujol, durante cerimônia em Brasília no dia 17 de abril (Sérgio Lima/ AFP/Reprodução do El País)

Bolsonaro e o Comandante do Exército, Edson Pujol, durante cerimônia em Brasília no dia 17 de abril (Sérgio Lima/ AFP/Reprodução do El País)

Quem aponta “paralisia” na antipresidência de Bolsonaro está cego – ou se faz de cego – para a velocidade assombrosa da implantação do projeto autoritário

Leia no El País em português e em espanhol

 

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